Corrupção foi ingrediente 'trágico no destino do PT'
São Paulo Kotscho não fugiu ao desafio de fazer a mais corajosa e clara autocrítica produzida por um petista. Acresceu o livro de um posfácio em que aborda a corrupção no governo e conclui pela existência de ''um ingrediente trágico em nosso destino''.
Mas toda a primeira parte do livro é uma envolvente narrativa sobre sua trajetória profissional. Aí cresce o repórter que riscou o Brasil de Sul a Norte várias vezes, sempre atrás de denúncias sociais, como se cumprisse uma missão humanista.
Kotscho que até os 6 anos só falava alemão foi correspondente no exterior, cobriu sucessões papais, cortou estradas do Acre ao sertão nordestino, viu nascer a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó e foi um dos autores do livro ''Tortura Nunca Mais''. Até ser cooptado por Lula, de quem se tornou amigo ao tempo das greves operárias do ABC, se consagrou como um dos maiores repórteres brasileiros, com passagens memoráveis pelos jornais ''O Estado de S.Paulo'', ''Jornal do Brasil e ''Folha de S.Paulo'' e revista ''IstoÉ''. (C.M./AE)





