Brasília - A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou ontem a criminalização da corrupção entre particulares -funcionários de uma empresa privada, por exemplo. Atualmente, o crime de corrupção só ocorre se envolver um funcionário público.
De acordo com o novo texto, que ainda tem que ser votado pelo Congresso, seria punido com 1 a 4 anos de prisão aquele que, representando uma instituição privada, ''exigir, solicitar, aceitar ou receber vantagem indevida'' para fazer ou deixar de fazer uma atribuição de seu cargo.
Também ficaria sujeito à mesma pena quem oferecer, prometer, entregar ou pagar a vantagem ao representante da instituição privada. Atualmente, a pena prevista para o crime de corrupção, ativa ou passiva, vai de 2 a 12 anos de prisão.
Na mesma reunião, a comissão de juristas aprovou o aumento de pena para quem realizar interceptações telefônicas e ambientais sem autorização judicial - a pena, que hoje é de 2 a 4 anos, iria para 2 a 5.

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