Corrupção em concessionárias de pedágio do Paraná
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segunda-feira, 01 de outubro de 2018
Folha Cidadania 
O ex-secretário de Estado da Infraestrutura e Logística Pepe Richa, irmão do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), e mais 14 pessoas foram presas temporariamente na última quarta-feira (26) durante a deflagração da 55ª fase da Lava Jato. A Operação Integração II, como foi batizada, apura irregularidades na execução dos contratos de pedágio das rodovias federais no Paraná. De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), o esquema começou em 1999, ainda no governo Jaime Lerner.

O empresário Luiz Abi Antoun, primo de Richa, não foi encontrado. Segundo seu advogado, Anderson Mariano, ele estava no Líbano e a viagem foi autorizada pela Justiça Estadual. A 23ª Vara Federal de Curitiba também expediu e a PF (Polícia Federal) cumpriu três mandados de prisão preventiva e 73 de busca e apreensão. Os alvos foram as seis concessionárias do Anel de Integração: Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná, além de intermediadores e agentes públicos.
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Os procuradores identificaram dois esquemas paralelos de pagamentos de propinas relatados por três réus colaboradores: Nelson Leal Júnior, ex-diretor do DER (Departamento de Estradas de Rodagem); Hélio Ogama, ex-diretor-presidente da Triunfo Econorte; e Hugo Ono, ex-contador da Triunfo. Conforme as investigações, o primeiro conluio foi intermediado pela ABCR (Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias) há 19 anos. Em reuniões presenciais na sede do DER, as concessionárias teriam acertado um pagamento mensal a agentes públicos do órgão estatal.
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