Rio - Na percepção de 200 representantes de empresas brasileiras e de empresas americanas sediadas no Brasil, associadas à Câmara de Comércio Americana, a corrupção no País aumentou nos últimos anos e está concentrada no governo federal. Este é o resultado de uma pesquisa realizada pela entidade entre 23 e 29 de setembro em todo o Brasil.
Para 66,7% dos entrevistados, a corrupção aumentou nos últimos anos. Apenas 2,8% acreditam que o problema foi reduzido e 30,5% acham que ela não cresceu nem diminuiu. Também é alto o percentual dos que disseram que a corrupção tem afetado seus negócios (68,4%), enquanto 31,6% responderam negativamente.
A metade dos empresários ouvidos (50,3%) considera a corrupção maior no Poder Executivo; 39% acham que ela está mais concentrada no Legislativo; e 10,7% elegeram como mais corrupto o Judiciário. Do total, 66,1% consideram o Executivo federal a esfera governamental mais corrupta; 24,3% acham que a corrupção é pior no nível estadual; e para 9,6% o problema é pior no âmbito municipal.
A esmagadora maioria (79,9%) considera o Congresso incapaz de recuperar sua imagem institucional antes das eleições do ano que vem. Somente 2,8% acreditam no contrário. Pouco mais da metade (56,5%) acredita ser possível que as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) em andamento no Congresso Nacional tenham resultados satisfatórios para a redução da corrupção. Para 32,2% isso não vai acontecer, ou seja, as CPIs terminarão em pizza. Apenas 11,3% dão como certo que as comissões terão um bom resultado.
Em relação à prática de caixa 2 nas eleições, 51,4% acreditam que nada vai mudar e apesar de todo o escândalo dos últimos meses, os financiamentos ilegais de campanha continuarão a acontecer nos mesmos níveis dos anos anteriores. O percentual dos que pensam que haverá menos caixa 2, no entanto, é significativo: 43%. E apenas 5,6% imaginam que a prática será ainda mais usada pelos políticos.

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