CORRUPÇÃO - PF investiga venda de sentenças
Membros do Judiciário brasileiro foram alvo de duas operações deflagradas pela Polícia Federal (PF) nos últimos dias. Nos dois casos, juízes e desembargadores estão entre os acusados de envolvimento com quadrilhas especializadas em compra e venda de sentenças judiciais para beneficiar casas de bingo e bicheiros. A Operação Hurricane descobriu uma organização criminosa formada por desembargadores, empresários, bicheiros e advogados. Vinte e cinco pessoas foram presas. As investigações também apontam indícios do envolvimento de parlamentares com o financiamento de campanhas eleitorais pelo jogo do bicho. Na operação denominada Têmis, a Polícia Federal realizou buscas e apreensões na casas e escritórios de 43 pessoas. O esquema contaria com uma mensalidade de R$ 20 mil a R$ 30 mil para desembargadores, juízes e uma funcionária da Receita Federal como uma espécie de manutenção do sistema. Além da mensalidade, a organização criminosa pagaria aos magistrados R$ 150 mil por sentença favorável.
O Poder Judiciário do Brasil é o conjunto dos órgãos públicos aos quais a Constituição Federal brasileira (a atual é de 1988) atribui a função jurisdicional. Em geral, os órgãos judiciários brasileiros exercem dois papéis: a obrigação e a prerrogativa de compor os conflitos de interesses em cada caso concreto, através de um processo judicial, com a aplicação de normas gerais e abstratas; e o controle de constitucionalidade.
Muito popular no Brasil, é na realidade um sorteio feito clandestinamente em nível territorial onde são escolhidos ou sorteados diariamente cinco prêmios. Apesar de sua imensa popularidade e de ser tolerado por muitas autoridades, o jogo do bicho é considerado uma contravenção no Brasil e as pessoas que o praticam ou o promovem são passíveis de punição pela Justiça.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





