Corretor pede providências contra vereador
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de agosto de 2000
Pedro Livoratti De Londrina 
O corretor de imóveis Paulo Mendes Castelo Branco, 70 anos, protocolou ontem um pedido de providências junto à Câmara de Londrina contra o vereador Jaci Aguiar (PPB, foto), que o teria agredido no domingo por volta das 12 horas, no Calçadão. Castelo Branco alega que o fato contraria a conduta de um homem público e espera um processo de cassação contra o vereador. O advogado de Jaci, Antonio Carlos Vianna, disse que a acusação tem de ser julgada na Justiça comum e não no plenário da Câmara.
Um representante do povo não pode ter uma atitude como esta, reclama o corretor. Segundo detalhou, o vereador lhe deu um tapa no rosto, fato que foi presenciado por mais de 10 pessoas. Ele contou que o incidente aconteceu quando ele e um grupo de conhecidos conversavam sobre política no Calçadão, ponto de encontro para debate dos bastidores da política.
De acordo com Castelo Branco, Jaci Aguiar se aproximou, cumprimentando todos do grupo. Ele (Jaci) se dirigiu ironicamente a uma pessoa, dizendo que eu o difamava, contou. O corretor conta que, após isso, Jaci passou a agredi-lo verbalmente e acabou dando-lhe um tapa no rosto. No mesmo dia Castelo Branco registrou queixa na Polícia e fez exame de corpo delito. Ele conta que conhece o vereador há muitos anos e que inclusive o apoiou na penúltima campanha à Câmara. Me sinto magoado. Como agredir um homem de 70 anos e no Dia dos Pais?, questionou o conhecido corretor, indignado.
O advogado de Jaci disse ontem à noite que não conhece o teor da pedido do corretor, mas adiantou que casos de cassação são para atitudes do político em plenário. Se foi um incidente de rua, é preciso aguardar a decisão judicial; é caso para o Tribunal de Pequenas Causas, acredita Vianna. Ele criticou ainda o fato de a acusação aparecer a 40 dias das eleições.
Esta não é a primeira polêmica protagonizada por Jaci Aguiar. No ano passado, ele foi acusado de tentativa de extorsão contra cooperativas de leite da região. O caso, conhecido como Escândalo do Leite tramita atualmente na Justiça.


