Em todo o ano de 2008, foram 107 denúncias contra servidores municipais. Em 2009, até este mês, já foram 64 - número considerado alto pela nova corregedora-geral do Município de Londrina, Silvana Fátima Troca. Ocupante do cargo que era acumulado pelo procurador-geral Vicente Marques, Silvana, servidora pública municipal há 14 anos, foi empossada pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) sem alarde: apesar de a nomeação datar do último dia 1º, só esta semana a administração divulgou o nome da nova chefe da Corregedoria, que vem dos quadros do próprio órgão, onde vinha atuando como corregedora-adjunta e estava desde 2006, ano em que a Corregedoria começou os trabalhos.
Silvana - que é formada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) - não precisou quantas das denúncias protocoladas este ano geraram processo de sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Segundo ela, o processo que investiga suposta fraude na instalação de internet sem fio nas escolas da rede municipal, com base em investigação da Controladoria do Município, entra nos números do ano passado. Sobre o andamento do processo, disse que falta parecer final de Marques, que respondia pela Corregedoria. ''Como eu era a corregedora responsável pela sindicância desse caso, fico impedida de julgá-lo'', explicou. O caso é investigado também pelo Ministério Público (MP).
Se há algum procedimento atual que seja prioritário? ''As prioridades são as denúncias que chegam, quaisquer delas'', resumiu. Entre as atitudes passíveis de ação na Corregedoria, e que afrontem o Estatuto do Servidor Público Municipal, há desde falta de assiduidade ao trabalho até falta de desempenho das funções. Ano passado, por exemplo, a pasta foi uma das que atuaram nas denúncias contra funcionários da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) que estariam usando o cargo público para coagir usuários a contratar serviços de tanatopraxia (técnica de conservação de cadáveres). (J.G.)

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