A Corregedoria-Geral do Município de Londrina investiga uma denúncia de pagamento de propina a um servidor público da Prefeitura. Segundo o corregedor-geral do Município, Alexandre Alberto Trannin, um fiscal teria pedido dinheiro para ignorar uma suposta irregularidade de uma empresa e liberá-la para funcionamento. A informação foi encaminhada ao órgão responsável pelo próprio prefeito Alexandre Kireeff (PSD).
O denunciante teria entrado em contato com o chefe do Executivo por meio do Facebook. No entanto, quando Kireeff encaminhou a informação à corregedoria, o delator se omitiu. Na rede social, o prefeito falou sobre o caso. "Infelizmente, a denúncia não foi sustentada pela vítima da suposta extorsão. O que novamente me incomoda é a falta de determinação e o acomodamento do empresário, que prefere se sujeitar à suposta extorsão à enfrentar o desconforto de denunciar e esclarecer tudo."
O corregedor-geral do Município informou que o conteúdo da acusação é incipiente. "Estamos em fase de apuração. Ainda não sabemos o valor da suposta propina, mas já temos indícios que apontam para a empresa envolvida. O nosso raciocínio é o seguinte: se houve pagamento, o empresário precisava regularizar sua situação."
As investigações devem ser concluídas num prazo de 180 dias. "Esse tempo é necessário para fazer as diligências, levantamentos fiscais e apuração de fatos mais concretos", comentou Trannin.

ACESF
Conforme o corregedor-geral, o órgão também instaurou processo administrativo disciplinar para investigar suposto uso indevido de dois veículos da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) por um servidor público.
Segundo as investigações, o funcionário, que assume função administrativa, teve duas condutas indevidas. A primeira ocorreu em agosto de 2014, quando ele teria dirigido uma caminhonete da Acesf por várias horas e cerca de 100 quilômetros. "Ele requisitou o carro funerário, usado para transportar caixão, com a justificativa de que realizaria entrega de documentos na prefeitura. Entretanto, esse veículo foi encontrado em frente ao Cemitério São Pedro, em local de estacionamento indevido, com o hodômetro indicando a distância que havia percorrido", explica Trannin.
A segunda conduta supostamente irregular aconteceu em maio do ano passado, quando o acusado pegou um carro de passeio da Acesf "a fim de praticar atividade estranha ao serviço público", conforme o corregedor. "Isso significa, por exemplo, que ele o tenha usado para atividades particulares", completou.
A denúncia foi feita pela própria superintendência da Acesf. "O servidor já foi investigado por meio de uma sindicância e, a partir de agora, está sendo acusado no processo administrativo para garantir direito à defesa", detalhou Trannin.
O servidor pode apresentar testemunhas, documentos e contratar um advogado. "Todas as fases devem ser cumpridas dentro de 180 dias. Enquanto isso, ele continua trabalhando e recebendo salários normalmente."
Quando a investigação for finalizada, a corregedora-adjunta nomeada neste caso, Reginalda da Silva Albertone, deve proferir a decisão, optando por arquivar o processo ou aplicar uma punição ao servidor. "Neste caso, estão previstas, em tese, infrações disciplinares que podem gerar desde advertência até demissão", finaliza Trannin.

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