Cascavel- A Corregedoria-geral da Polícia Civil enviou ontem três investigadores para Cascavel a fim de levantar informações sobre uma possível participação de policiais civis no assassinato do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB), na última semana em Cascavel. A suspeita de participação de policiais no homicídio surgiu anteontem depois que uma emissora de rádio de Curitiba veiculou uma denúncia anônima.

De acordo com o delegado-chefe da Polícia Civil de Cascavel, Valmir Sóccio, a presença dos investigadores da Corregedoria é importante para a continuidade das investigações. Ele acredita que o acompanhamento por parte desses policiais demonstra que está havendo transparência no trabalho do delegado especial Alexandre Macurin, que preside o inquérito.

O investigador da Corregedoria, Marco Antônio Malucelli, disse que a presença deles em Cascavel não significa que policiais civis tiveram participação no assassinato do deputado. Ele esclarece que serão levantadas informações que posteriormente serão repassadas ao corregedor-geral da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira. ''Ficaremos o tempo que for necessário'', afirmou.

Apesar de Malucelli não citar o nome dos policiais civis que estão sendo investigados, a reportagem da Folha foi informada que fazem parte da lista dois delegados e um investigador de Cascavel e um outro investigador, que já trabalhou na cidade, mas que agora está na região de Maringá.

Na semana passada já haviam surgido suspeitas da participação de policiais no crime. Em uma lista entregue pelo Ministério Público ao delegado Macurin, constavam o nome de pelo menos dois policiais que haviam entrado em atrito com o deputado, por causa de críticas que vinham recebendo nos programas de televisão e rádio.

O próprio Macurin teria estado em Maringá no final de semana levantando informações sobre esse mesmo policial, que teve o nome citado na rádio. Apesar de nunca terem sido comprovadas, pesavam sobre Amorim suspeitas de participação em um esquema de desmanche de carros na região oeste do Estado. O atual comando da Polícia Civil de Cascavel estaria atrapalhando seus negócios.

Enquanto não se chega ao nome do responsável pelo crime, o fugitivo da Justiça, Júlio Carlos de Oliveira, 18 anos, continua sendo o principal suspeito pela morte do deputado. Segundo depoimentos colhidos pelo delegado, o suspeito teria afirmado a outros presos, antes de sua fuga, que sairia para matar o Amorim.

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