Autor da representação contra Rodrigo Gouvêa (sem partido), o vereador e corregedor da Câmara, Rony Alves (PTB), comentou que o ''papel'' que cabia a ele foi feito. ''O momento da Corregedoria era: houve ilícito? Entendeu que sim. Entendeu que havia um ato atentatório (ao decoro parlamentar)? Entendeu que sim e colocou como tal.'' Como autor da denúncia, Rony fica impedido de participar da votação. Em seu lugar foi convocado o suplente, o ex-vereador do Sidney de Souza (PTB), que responde a ações na Justiça por atos de improbidade administrativa.
Rony evitou criticar o relatório final apresentado pela Comissão Processante e adiantou que não pretende tentar convencer nenhum colega da Câmara a votar contra o documento, mas admitiu: ''Se alguém me procurar vou exalar (sic) o que penso''. O vereador também não qualificou o parecer como corporativista porque é o plenário que terá ''a responsabilidade sagrada de dar uma resposta para a cidade de Londrina e nesta resposta é preciso que não haja nem corporativismo, nem posições pessoais''.
Ao ser questionado se o fato de a presidente da Comissão, Sandra Graça (PP), e do relator do processo, Tito Valle (PMDB), serem investigados não comprometeria o trabalho realizado por eles, Rony optou por cobrar essa responsabilidade dos colegas e da comunidade. ''A sociedade londrinense e os membros da Casa é quem têm que julgar.''
Sidney não foi localizado por telefone. (L.A.)

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