A Corregedoria da Câmara de Vereadores de Londrina protocola hoje, na forma de uma representação à Mesa Executiva, a conclusão dos trabalhos referentes à denúncia de suposta contratação de assessora ''fantasma'' por parte do vereador Rodrigo Gouvêa (PRP). Entre as medidas cabíveis estudadas, estão não apenas o arquivamento no processo na esfera administrativa, como ainda sanções que vão desde a simples advertência à cassação do mandato do parlamentar.
Uma vez recebida a manifestação do corregedor, Rony Alves (PTB), a Mesa a encaminha para análise da adminissibilidade por parte da Procuradoria Jurídica. Caso a Corregedoria aponte que Gouvêa cometeu ato incompatível com o decoro parlamentar, e após parecer dos procuradores, a denúncia pode ser formalizada e encaminhada para análise do plenário - já com vistas à instalação de uma Comissão Processante (CP). Entretanto, se o corregedor indicar que Gouvêa apenas atentou contra o decoro, a Mesa encaminha a conclusão de Alves para a Comissão de Ética - onde as punições estudadas, para esse tipo de situação, têm punição mais branda: vão da advertência à suspensão temporária do mandato. Para a medida de hoje, o corregedor estudou cópia do processo que tramita na 4 Vara Criminal de Londrina, de onde, na última terça-feira, partiu o decreto de prisão assinado pela juíza Carla Pedalino sob a alegação de que Gouvêa estaria obstruindo o processo e constrangendo testemunhas.
A última CP instalada pela Câmara de Londrina foi ano passado e resultou na cassação do então vereador Orlando Bonilha, em 31 de maio, por unanimidade de votos. À época, o processo havia nascido justamente de representação formulada pelo corregedor da Casa na ocasião, o hoje ex-vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PTB). No mês seguinte, e já preso, Bonilha acabou citando outros nomes que participariam de mais de 20 tipos de esquemas de corrupção no Legislativo no acordo de delação premiada com o Ministério Público (MP).
A Corregedoria prevê para a semana que vem análise de outro processo referente a Gouvêa, na Casa: a suposta cobrança de propina contra o empresário Maurício Costa e que já rendeu duas ações - uma cível e uma criminal - contra o parlamentar, sob apreciação da Justiça. Mês passado, porém, o corregedor já dissera, em entrevista à FOLHA, que, nesse caso, a investigação conduzia à possibilidade de atentado ao decoro, uma vez que seriam ''frágeis as provas'' contra ele.

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