Brasília - A Corregedoria Geral da União (CGU) recebeu desde abril deste ano (quando foi criada) cerca de cinco mil processos de irregularidades administrativas no Poder Executivo. O balanço foi anunciado pela corregedora-geral, ministra Anadyr de Mendonça Rodrigues, segundo informações da Agência Brasil. Os casos vão do desaparecimento de um grampeador ao desvio de milhões de reais.

Para a ministra, o número é relativamente pequeno. ''Em um país com as dimensões e a população do Brasil, cinco mil irregularidades não é algo assustador.'' Desse total, 2.293 processos foram via internet e 30% consistem em consultas, pedidos de ajuda e manifestação de opinião. ''É um número altamente promissor para oito meses de existência.''

Segundo Anadyr, o orgão dispensa atenções diferentes para cada tipo de caso, mas desde a sua criação procurou apurar todos com a mesma eficácia. Prova disso é que já foram detectadas várias falhas na administração de órgãos do Governo, além de medidas tomadas para que o ressarcimento aos cofres públicos.

Anadyr disse ainda que está havendo uma apuração especial nos casos que mereceram destaque na mídia, como as irregularidades na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), além da Companhia Imobiliária de Brasília. Segundo ela, há informações nestes casos que merecem toda a cautela.

Vários casos de menor repercussão estão sendo concluídos e outros já foram solucionados. Na avaliação de Anadyr, a ''grande vitória'' foi a credibilidade alcançada pelo órgão. O número de processos que chegou à ministra registrou queda apenas em setembro, em virtude dos atentados terroristas ocorridos nos Estados Unidos. Nos outros meses, o volume de casos a serem apurados foi crescente.

A ministra garantiu que não teme uma possível extinção do órgão no próximo governo. ''Uma das minhas maiores metas é fazer um trabalho confiável para que o próximo governo, seja qual for, tenha uma dificuldade para acabar com a corregedoria. Assim será quebrada a rotina pela qual outros órgãos criados com mesma função passaram.''

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