Corregedoria ainda não obteve prova de pagamento de mesada
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sexta-feira, 01 de julho de 2005
Folhapress 
Brasília - Depois de tomar 34 depoimentos que resultaram em mais de 30 horas de gravação e em 5 mil páginas de notas taquigráficas, a Corregedoria da Câmara dos Deputados diz não ter encontrado ainda ''subsídio'' para afirmar que existia o esquema do ''mensalão'' no Congresso Nacional. ''Seria uma irresponsabilidade tanto do corregedor como de todos os membros da comissão (de sindicância da Corregedoria) dizer que já temos subsídio para afirmar isso, que alguém recebia mesada'', concluiu o corregedor-geral da Câmara, deputado Ciro Nogueira (PP-PI).
A comissão investiga as acusações de Roberto Jefferson (PTB-RJ) segundo as quais o PT patrocinava um esquema de pagamento de mesada de R$ 30 mil a deputados do PP e do PL, em troca de apoio político ao governo. Nogueira afirmou que seria prematuro fazer afirmações diante de uma acusação tão séria. ''Durante todo o período em que estive aqui, estou no meu terceiro mandato, é a denúncia mais séria contra parlamentar que já ouvi.''
Os cinco integrantes da comissão apresentaram um balanço em que dizem esperar ainda mais 28 depoimentos, acareações e fornecimento de informações para checagem dos depoimentos. Os trabalhos só devem ser retomados em agosto, após o recesso parlamentar deste mês. Durante a ''folga'', o relator, Robson Tuma (PFL-SP), afirmou que analisará uma série de ''versões conflitantes'' e ''contradições'' nos depoimentos colhidos até agora. Além de Jefferson, já falaram à Corregedoria o ex-ministro José Dirceu, o presidente do PT, José Genoino e o publicitário Marcos Valério de Souza, acusado de ser o ''operador'' do ''mensalão''.


