A corregedora-geral da União, ministra Anadyr de Mendonça Rodrigues, reúne-se hoje com o interventor da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), José Diogo Cyrillo. A ministra discutirá as novas denúncias envolvendo o ex-secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Benivaldo Alves de Azevedo, em irregularidades na Sudam. ‘‘A corregedoria irá avaliar o que fazer’’, disse Anadyr, que desconhecia a denúncia.
No sábado, a ministra conversou com Cyrillo por telefone pedindo informações sobre o grampo telefônico feito pela Polícia Federal, publicado pela revista Veja no final de semana. O primeiro encontro entre os dois ocorreu na quinta-feira, quando o interventor informou à ministra o andamento de inquéritos administrativos na Sudam, mas a operação da PF não foi incluída na conversa. Anadyr assumiu o posto há uma semana com a missão de coordenar e cobrar dos órgãos maior celeridade na apuração de denúncias de corrupção no Executivo.
O ex-secretário executivo do Ministério da Integração Nacional divulgou ontem nota à imprensa em que nega qualquer participação em irregularidades na Sudam. Ele afirma que não há registro de sua voz nas conversas gravadas pela PF e avisa que recorrerá à Justiça para restaurar a ‘‘honra denegrida’’. Segundo Azevedo, o primeiro e único contato pessoal que manteve com Geraldo Pinto da Silva – investigado pela PF por suspeita de fraude na obtenção de recursos da Sudam – foi durante um almoço em Brasília no último dia 3.
O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), vai também vai recorrer à Justiça contra a revista Veja que o cita como um dos envolvidos no desvio de recursos da Sudam. Em nota oficial divulgada ontem à imprensa, o senador ressalta que a revista ‘‘vem se arrogando de poderes para acusar, julgar, condenar, não lhe assegurando o mínimo direito de defesa, já que nem mesmo publica suas cartas de esclarecimentos’’.
Desafeto de Jader, o ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) acha que, se o senador realmente cumprir a ameça de recorrer à Justiça, dará à Veja o direito de pedir a exceção da verdade, ‘‘provando o que publicou’’. Nesse caso, afirmou ACM, ‘‘a extensão da denúncia será conhecida’’. ‘‘Tem muito mais laranja envolvido no desvio da Sudam do que o que se afirma’’, ponderou.

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