Corregedora quer avaliar denúncia na Sudam
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domingo, 08 de abril de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
A corregedora-geral da União, ministra Anadyr de Mendonça Rodrigues, reúne-se hoje com o interventor da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), José Diogo Cyrillo. A ministra discutirá as novas denúncias envolvendo o ex-secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Benivaldo Alves de Azevedo, em irregularidades na Sudam. A corregedoria irá avaliar o que fazer, disse Anadyr, que desconhecia a denúncia.
No sábado, a ministra conversou com Cyrillo por telefone pedindo informações sobre o grampo telefônico feito pela Polícia Federal, publicado pela revista Veja no final de semana. O primeiro encontro entre os dois ocorreu na quinta-feira, quando o interventor informou à ministra o andamento de inquéritos administrativos na Sudam, mas a operação da PF não foi incluída na conversa. Anadyr assumiu o posto há uma semana com a missão de coordenar e cobrar dos órgãos maior celeridade na apuração de denúncias de corrupção no Executivo.
O ex-secretário executivo do Ministério da Integração Nacional divulgou ontem nota à imprensa em que nega qualquer participação em irregularidades na Sudam. Ele afirma que não há registro de sua voz nas conversas gravadas pela PF e avisa que recorrerá à Justiça para restaurar a honra denegrida. Segundo Azevedo, o primeiro e único contato pessoal que manteve com Geraldo Pinto da Silva investigado pela PF por suspeita de fraude na obtenção de recursos da Sudam foi durante um almoço em Brasília no último dia 3.
O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), vai também vai recorrer à Justiça contra a revista Veja que o cita como um dos envolvidos no desvio de recursos da Sudam. Em nota oficial divulgada ontem à imprensa, o senador ressalta que a revista vem se arrogando de poderes para acusar, julgar, condenar, não lhe assegurando o mínimo direito de defesa, já que nem mesmo publica suas cartas de esclarecimentos.
Desafeto de Jader, o ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) acha que, se o senador realmente cumprir a ameça de recorrer à Justiça, dará à Veja o direito de pedir a exceção da verdade, provando o que publicou. Nesse caso, afirmou ACM, a extensão da denúncia será conhecida. Tem muito mais laranja envolvido no desvio da Sudam do que o que se afirma, ponderou.


