Corregedor propõe criar nova delegacia
Luciana Pombo
De Curitiba
A Corregedoria Geral da Polícia Civil propõe a criação de uma Delegacia de Crimes Funcionais para investigar crimes cometidos por funcionários públicos estaduais. Isto daria mais condições de se abrir inquéritos criminais e analisar os crimes cometidos por servidores públicos, inclusive policiais, defendeu o corregedor Otávio Francisco Dias.
A defesa foi feita anteontem à Comissão de Sindicância do Estado que investiga o envolvimento de policiais civis no narcotráfico. Dias foi ouvido pela comissão, mas não quis revelar à imprensa quantos policiais civis estão respondendo a processos administrativos. Não sei. Não são 10% como anunciado pela imprensa, fez questão de ressaltar.
A idéia foi compartilhada pelo delegado-geral Marco Antônio Lagana. Esta delegacia deveria ser composta por policiais civis, militares e pelo próprio Ministério Público, avaliou. Dias não concorda. Acho que a Polícia Civil é competente para resolver sozinha estes inquéritos. Não precisaríamos de uma delegacia compartilhada, avaliou.
Lagana, que também foi ouvido anteontem, quer ainda a criação de um Núcleo de Combate ao Crime Organizado e a Departamentalização da Polícia Civil, dando autonomia financeira para as divisões policiais. Temos que acabar com a burocracia e agilizar as investigações criminais que envolvam, ou não, policiais civis, declarou.
A Corregedoria revelou à comissão todos os processos disciplinares abertos contra integrantes da corporação nos últimos meses. Entre eles, foi destacado o pedido de inquérito e investigação administrativa contra o delegado Kioshi Hattanda que respondia pela Delegacia de Proteção ao Consumidor , o superintendente Paulo César Rodrigues e os investigadores Ezequiel de Barros, Reginaldo Moreira e Marco Antonio Germano. Este foi o único inquérito aberto contra policiais citados na CPI do Narcotráfico e já está em andamento, declarou José Cid Campêlo Filho, presidente da comissão.





