Brasília- O corregedor-geral da Câmara, deputado Barbosa Neto (PMDB-GO), pedirá a cassação do mandato do deputado Pinheiro Landim (sem partido-CE), suspeito de integrar o esquema de vendas de habeas-corpus a traficantes de drogas. No parecer que encaminhará à presidência da Casa, Barbosa Neto relacionará pontos da apuração feita pela Polícia Federal sobre a suposta intermediação de Landim na venda de habeas-corpus. Por determinação da Justiça, o inquérito tem caráter sigiloso, mas ele se inteirou do caso assessorado pelo delegado José Alberto Costa e pelo agente João Álvaro de Alencar.
O corregedor acha ''essencial'' que a Câmara decida sobre o futuro político de Landim ainda nesta legislatura. O deputado cearense foi eleito em outubro para o quarto mandato. Caso seu mandato não seja cassado, até o reinicio das atividades legislativas, nos primeiros dias de fevereiro, ele poderá tomar posse. Em caso de cassação, a inelegibilidade de Pinheiro Landim se estenderá até o ano 2010.
Para Barbosa Neto, a seriedade das acusações existentes contra seu ex-colega de partido exige que o Conselho de Ética da Câmara se manifeste o mais rápido possível. ''É um caso atípico, envolvendo esferas internacionais do tráfico de drogas, que impõe à Câmara uma demonstração inequívoca na conclusão desse processo'', defende.
O corregedor recebeu, ontem, cópia dos elogios feitos por Landim numa sessão do Congresso, em agosto de 1991, ao desembargador do Tribunal Regional Federal da 1Região, com sede em Brasília, Eustáquio Silveira, igualmente suposto de participar do esquema. Landim afirma que Eustáquio se destaca ''pela integridade retidão de caráter''.

mockup