Corregedor garante sigilo a transcrições
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quarta-feira, 03 de março de 2010
Janaina Garcia<BR> Reportagem Local 
O corregedor da Câmara de Vereadores de Londrina, Rony Alves (PTB), afirmou ontem que ''não há nenhuma necessidade'' de outros parlamentares da Casa, além dele, terem acesso às transcrições de quebras de sigilo telefônico constantes da ação penal contra o vereador Joel Garcia (PDT). O matéria foi encaminhada à Câmara na véspera pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), após as cópias terem sido autorizadas pelo juiz da 2 Vara Criminal, Délcio Miranda da Rocha. No envio, porém, o coordenador do Gaeco, promotor Cláudio Esteves, expediu ofício também para que o Legislativo mantenha resguarde a confidencialidade das informações prestadas - a pedido do próprio corregedor.
A requisição oficial de cópia foi feita por Alves depois que chegaram à Câmara representações que pedem investigação sobre Joel por suposta contratação de assessora ''fantasma'', no gabinete do pedetista, no primeiro semestre do ano passado. Ele nega a acusação, que consta ainda na ação penal, em função de suposta interferência indevida na instrução do processo, pela qual está preso há 34 dias. Joel já teve negado o habeas corpus tanto pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) quanto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
''Agora é analisar essa documentação com apoio da Procuradoria Jurídica e com um número de pessoas estritamente necessário. Eu diria mesmo que não há necessidade de nenhum outro vereador ter acesso às transcrições - nem mesmo aos que eventualmente possam vir a depor caso seja aberto procedimento'', disse o corregedor.
O juiz da 2 Vara ainda não se manifestou sobre a denúncia apresentada. Só a partir de eventual recebimento dela, por exemplo, é que poderá ser marcada audiência para ouvir testemunhas e réu.


