O juiz corregedor da 4ª Região do Tribunal Regional Federal (TRF), Wladimir Passos de Freitas, que concluiu um trabalho de correição na Justiça Federal de Maringá, defendeu a quarentena para juízes aposentados no exercício da advocacia. Para Freitas, o prazo de dois a três anos é razoável, mas considera alto o tempo de cinco anos proposto pelo novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná, José Hipólito da Silva. ‘‘Cinco anos já é cercear o direito para o trabalho’’, considerou Freitas. O juiz esteve em Maringá na semana passada.
Um caso de juiz recém-aposentado e que já exerce a advocacia é de Antônio Mansano Neto, advogado do prefeito afastado de Maringá, Jairo Gianoto (sem partido). Mansano se aposentou há dois anos e mantém boas relações no Fórum local. A inscrição de Mansano na OAB também é recente e data de fevereiro do ano passado. Outro advogado do prefeito afastado é Odair Vicente Moreschi, ex-presidente da OAB de Maringá.
Para o juiz corregedor, muitas vezes o exercício como advogado de um ex-juiz pode nem influenciar no caso, mas para a ‘‘sociedade já aparenta influência’’. ‘‘Além disso a outra parte pode até se sentir diminuída com a presença de um ex-juiz advogado, por isso, o afastamento é mais saudável’’, considera Freitas.
Sobre a situação de Maringá em que o prefeito é afastado judicialmente e o ex-secretário de Fazenda Luis Antônio Paolicchi esta foragido da própria Justiça Federal, o juiz corregedor preferiu não comentar. Freitas, porém, lamenta a corrupção, considerada por ele como uma das principais causas de atraso no desenvolvimento social e econômico do País. ‘‘Sempre oriento os novos juízes a fazer de tudo e a não medir esforços para combater a corrupção’’, ressaltou.

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