Corregedor do CNJ minimiza corrupção entre magistrados
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de maio de 2007
Folhapress 
São Paulo - O corregedor nacional de Justiça, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministro Antônio de Pádua Ribeiro, disse ontem que o número de magistrados acusados de corrupção é pequeno ante o tamanho da categoria. ''Num total de 14.500 juízes, não chegam a duas dezenas. Mas a revolta que provocam é muito grande e, maior ainda, o dano que causam à imagem do Judiciário'', disse ele hoje na abertura do Encontro Nacional de Corregedores de Justiça.
A Polícia Federal realizou duas operações no mês passado - Hurricane e Têmis - contra supostas quadrilhas especializadas em comprar sentenças judiciais para beneficiar a máfia dos jogos e para facilitar a obtenção de créditos tributários. Desembargadores e juízes foram denunciados pelo Ministério Público Federal por envolvimento com a suposta quadrilha. Até um ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Paulo Medina, foi acusado de favorecer o esquema. Para Pádua Ribeiro, a corrupção no Judiciário constitui ''fato muito grave, porquanto atinge, em cheio, o sentimento de justiça da população e a credibilidade do Judiciário, última esperança dos injustiçados''.


