Corregedor diz que candidatura de Collor é impossível
O corregedor-geral eleitoral, ministro Nilson Naves, disse ontem que a tentativa do ex-presidente Fernando Collor de se lançar candidato é inútil porque o impeachment votado pelo Congresso o impede de disputar eleições até o ano 2000. Collor também não poderia estar fazendo campanha porque a lei a proíbe antes do dia 6 de julho.
O corregedor disse que o documento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmando não existir nenhum fato contra Collor, e por ele exibido como se fosse um salvo-conduto, refere-se unicamente a sua posição de candidato e não aos atos praticados como presidente da República. Ele continua inelegível, garantiu. O ministro lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o mandato de segurança por intermédio do qual ele pretendia recuperar os seus direitos políticos.
Nilson Naves disse que, por enquanto, há pouca coisa para fazer na corregedoria contra o ex-presidente, antes de ele requerer o registro de candidato ao TSE. Ele mandou reunir o noticiário da imprensa que mostra Collor em campanha e vai decidir se advertirá o PRN ou se pedirá providências ao procurador-geral eleitoral, Geraldo Brindeiro. A Justiça Eleitoral só poderá negar o registro de candidato após Collor ser escolhido na convenção - a do PRN está marcada para o dia 14. (AE)





