Por falta de provas, o corregedor da Câmara Municipal de Londrina (CML), Péricles Deliberador (PMN), considerou "claramente insubsistente" a denúncia de um empresário do ramo de segurança privada, Hilderlei Lessa, de que o vereador Gaúcho Tamarrado (PDT) teria recebido propina de R$ 150 mil para defender a aprovação de projeto do Executivo que doa área de 1,9 mil metros quadrados para a Juntas Santa Cruz.
No dia 7 do mês passado, durante sessão legislativa, Lessa fez a denúncia aos vereadores Júnior dos Santos Rosa (PSC) e Rony Alves (PTB), presidente da CML. Porém, logo em seguida, declarou que não tinha provas, que se tratava de boato que ouviu no Parque das Indústrias Leves (zona leste), onde está localizada sua empresa e indústria de componentes automotivos.
Tamarrado e o dono da fábrica chegaram a registrar boletim de ocorrência contra Lessa por calúnia e difamação e negaram os boatos. À Corregedoria, Lessa manteve a versão sobre ter ouvido boatos e que não poderia revelar o nome da pessoa que primeiramente fez tal comentário.
"Fica inviável a sequência de qualquer investigação quando o próprio denunciante recusa-se a fornecer os elementos probatórios mínimos para uma apuração adequada", escreveu Deliberador nas conclusões do Procedimento Formal de Apuração Preliminar. O pedetista e Castilho também negaram qualquer ato ilícito em seus depoimentos ao corregedor.
Em razão da denúncia, o Executivo solicitou, à época, a interrupção da tramitação do projeto até que houvesse esclarecimentos sobre os fatos. Com a área, avaliada em R$ 658 mil, o empresário pretende ampliar a indústria.

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