Corregedor consulta Temer sobre punição a parlamentares
O corregedor-geral da Câmara, Severino Cavalcanti (PPB-PE), vai esperar por uma posição do presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), para decidir o que fazer com os deputados da oposição participantes ontem dos tumultos de manifestantes contrários à reforma da Previdência. A decisão do corregedor-geral de esperar por uma posição de Temer foi tomada porque Cavalcanti não presenciou o tumulto. Estou pondo o presidente a par do que presenciei na sessão, explicou o corregedor.
Mas, em ofício detalhado enviado a Temer, o corregedor-geral considerou a suspensão da sessão feita pelo presidente da comissão especial da emenda da Previdência, José Lourenço (PFL-BA), sem declarar por quanto tempo os trabalhos seriam paralisados, um arrepio ao regimento interno.
Os deputados que estavam no meio da briga entre os manifestantes e a segurança da Câmara são Lindberg Farias (PSTU-RJ) e José Augusto da Silva Ramos (PPS-SP). As deputadas Marta Suplicy (PT-SP), Jandira Feghali (PC do B-RJ) e Maria da Conceição Tavares (PT-RJ) promoveram um cordão de isolamento para impedir que os aliados ao governo entrassem na sala onde a comissão especial pretendia reiniciar os trabalhos.(AE)





