São Paulo - O presidente do Superior Tribunal Federal (STF), ministro Maurício Corrêa, afirmou ontem, em São Paulo, que as ações contra a reforma da Previdência começarão a ''estourar, brevemente''. Corrêa não quis falar sobre o projeto aprovado no Congresso, mas afirmou que o governo enfrentará questões na Justiça. Ele disse que o subteto do funcionalismo público nos Estados poderá ser uma delas.
''Quando eu estava no embate, tentando algumas alterações no projeto inicial, disse que o teto é o teto do ministro do STF, mas que ninguém poderia evitar que as ações fossem ajuizadas'', disse.
''O Supremo, agora, se for provocado, e creio que, seguramente, será, irá dizer se pode haver acumulação de proventos. Mas não posso me pronunciar, tendo em vista a natureza contenciosa do problema.''
Corrêa voltou a defender um sistema previdenciário diferenciado para os juízes, o que foi incluído na proposta. ''Todos sabem das dificuldades que têm os juízes no seu trabalho diário, da sua luta, trabalhando até a madrugada. É uma carreira de Estado e tem de ter tratamento diferenciado, como foi dado pela Câmara e, agora, confirmado pelo Senado.''

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