Brasília - O novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Maurício Corrêa, defendeu ontem a criação de um órgão de fiscalização externa do Poder Judiciário. Além de Corrêa, o vice-presidente do STF, ministro Nelson Jobim, já se mostrou favorável à instituição do controle. O novo presidente do STF porá em discussão essa proposta na reunião convocada por ele para dia 17 com presidentes de tribunais e de associações representativas de juízes.
Se optar por ser o porta-voz da maioria, provavelmente, Corrêa terá de esquecer as opiniões pessoais, defendidas desde a época em que era advogado e senador pelo PDT do Distrito Federal, quando apresentou, na Constituinte, uma proposta de emenda para criar o controle do Judiciário. ''Eu não tenho razões para mudar de opinião, de sorte que eu mantenho aquele mesmo pensamento'', afirmou ontem, em entrevista à TV Justiça.
A expectativa no Judiciário é a de que, na reunião, fique acertado que a Justiça apoiará a instalação de um órgão de controle interno do Poder, formado, exclusivamente, por juízes, projeto defendido pelos presidentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Nilson Naves, e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto, entre outros. No máximo, deverá ser admitida a participação de advogados e membros do Ministério Público (MP) para denunciar irregularidades e opinar nos encontros do conselho, mas nunca com o objetivo de votar.

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