São Paulo - O corpo da psicóloga e professora universitária Yara Yavelberg, companheira do guerrilheiro Carlos Lamarca, falecida a 6 de agosto de 1971, foi exumado ontem no Cemitério Israelita Israelita de São Paulo para ser reexaminado por peritos do Instituto Médico Legal (IML). Os peritos deverão apurar se ela foi assassinada durante cerco policial na Bahia, em 20 de agosto de 1971, aos 29 anos, ou cometeu suicídio, como mostram registros policiais da época.
A exumação foi autorizada pelo juiz da 16 Vara Cível, Alexandre Alves Lazzarini, numa ação ajuízada em 1998 pela família de Yara. Ela foi sepultada na ala dos suicidas do cemitério. O esclarecimento do episódio poderá permitir a transferência do corpo de Yara para uma ala comum. Para os judeus, o suicídio é uma ofensa as leis divinas e as pessoas que morrem nessas condições são enterradas de costas e em locais isolados do cemitério. Yara era judia e, por isso, foi sepultada dessa forma.

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