Aracaju - O corpo do governador licenciado de Sergipe, Marcelo Déda (PT), 53 anos, chegou em Aracaju por volta das 17 horas de ontem, levado por um avião da Força Aérea Brasileira, e seguiu em carro aberto do Corpo de Bombeiros, para o Museu Palácio Olímpio Campos, onde será velado até hoje. O governador em exercício, Jackson Barreto, PMDB, decretou ponto facultativo ontem e hoje. Lideranças empresariais e representantes dos comerciários decidiram que o comércio em Aracaju funcionará hoje, até as 14 horas. Mas abertura ou não das lojas vai depender de cada lojista.
Na praça Olímpio Campos, no centro de Aracaju, onde fica o Palácio Museu do mesmo nome, a Polícia Militar já fez o gradeamento para que as pessoas possam formar fila para dar o último adeus ao governador sergipano, que nasceu no município de Simão Dias,a 90 quilômetros de Aracaju.

Dilma
Ao lamentar a morte do governador de Sergipe, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o aliado, "um grande homem", "exerceu a Política com P maiúsculo".
Em nota oficial, Dilma diz que perdeu "um grande amigo". "A sua trajetória foi marcada pela dedicação em transformar para melhor a vida das pessoas, especialmente as mais humildes."
"Eu perdi hoje um grande amigo, daqueles das horas boas e más. Déda era capaz de recitar poesia, inclusive as próprias, com a força de um grande artista e a naturalidade de um repentista. Ao mesmo tempo, era capaz de aprimorar uma discussão com uma lógica irretocável", disse a presidente.

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