Corpo de Gushiken é enterrado em São Paulo
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sábado, 14 de setembro de 2013
Das agências 
São Paulo - O corpo do ex-ministro Luiz Gushiken, 63 anos, foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério do Redentor, no bairro de Sumaré (zona oeste de São Paulo). Ele morreu na sexta-feira, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado em estado grave por causa de um câncer no estômago. A presidente Dilma Rousseff lamentou sua morte, referindo-se a ele como um amigo.
Gushiken nasceu no município de Osvaldo Cruz (SP) em 8 de maio de 1950. Em 1970, tornou-se escriturário do Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Em 1980, participou da fundação do PT (Partido dos Trabalhadores), do qual seria presidente nacional. Em 1989, coordenou a campanha de Lula à Presidência, que terminou em segundo lugar no pleito. Deixou a presidência do partido em 1991.
Em 2002, após a eleição de Lula, tornou-se coordenador-adjunto da equipe de transição e foi nomeado ministro da Secretaria de Comunicação de Governo. Em 2005 foi acusado de ter influenciado nas decisões de investimentos de cinco fundos de pensão ligados a estatais, que contrataram a Globalprev Consultores Associados, que pertencia a dois ex-sócios de Gushiken. Ele então deixou a Secretaria de Comunicação e perdeu o status de ministro, assumindo a função de chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos, do qual pediu demissão em novembro de 2006, afastando-se da política. Em 2012, foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal.
Visitas no hospital
Luiz Gushiken chamou amigos para visitá-lo no hospital Sírio-Libanês. Lúcido, ele próprio ministrava as doses de morfina para controlar a dor e decidia quando ficava acordado para conversar com os antigos companheiros.
José Genoino o visitou no dia 4 deste mês. Um dia depois, Gushiken reuniu em seu quarto José Dirceu, Aloizio Mercadante e dirigentes sindicais como o presidente da CUT, Vagner Freitas. Calmo, fez um balanço de sua vida e do PT. Segundo um dos presentes, disse que o julgamento do mensalão é uma "fase heroica" do partido.
De acordo com a mesma testemunha, Gushiken deu uma "lição de política e uma aula sobre a vida. Demonstrou não ter mágoa, tristeza nem remorsos". No fim da visita, emocionados, todos tiraram fotos ao lado do ex-ministro.


