Coronel se nega a falar com a polícia
Agência Estado
De Teresina
O coronel da reserva da Polícia Militar do Piauí, José Viriato Correia Lima, de 49 anos, apontado pelas Polícias Civil e Federal e pelo Ministério Público Federal como chefe do crime organizado no Estado, recusou-se ontem a responder às perguntas no interrogatório feito em Teresina.
Lima foi levado ao prédio da PF ontem de manhã, fortemente escoltado, ao ser indiciado por tentativa de assassinato que teve como vítima o jornalista Efren Ribeiro, em setembro, e por formação de quadrilha. Acusado de chefiar um grupo envolvido em assassinatos, sequestros, extorsões, roubo de carro e cargas, lavagem de dinheiro e falsificação de notas fiscais, Lima deveria ser interrogado por Costa e pelo promotor Afonso Gil Castelo Branco.
Nas fitas gravadas da escuta telefônica em poder da investigação e da Polícia Federal, o senhor mandou atirar no jornalista e ainda imitou o som das balas, com pum, pum; é verdade? Reservo-me ao direito de falar somente em juízo, voltou a responder. Diante das negativas, o delegado Costa decidiu não fazer mais perguntas. O promotor pretendia mandar o oficial da reserva da PM para um presídio normal de Teresina.
O advogado de Lima procurou imediatamente o Tribunal de Justiça e conseguiu que ele voltasse para o quartel da PM, onde está numa cela especial desde a semana passada.
O coronel teria mandado três dos subordinados, o contador Francisco Domingos de Souza, mais conhecido como Domingão e os soldados João Tomé e Xavier Souza, espancar o jornalista, feri-lo a golpes de facão e dar tiros no joelho por ter se irritado com uma notícia publicada na coluna de Ribeiro no jornal Meio Norte, de Teresina. Os agressores decidiram não atirar nas pernas do jornalista.





