Um dos mais notórios torturadores da ditadura de 1964-85, o coronel da reserva do Exército Paulo Malhães foi assassinado no sítio onde morava, em Nova Iguaçu, na noite da última quinta-feira. O crime aconteceu pouco mais de um mês após o oficial admitir ter visto e participado de torturas, homicídios e sumiço de corpos durante o regime autoritário, quando integrou a repressão política. Malhães foi provavelmente asfixiado até a morte por três homens que invadiram sua casa e o mantiveram prisioneiro por cerca de nove horas, com a mulher, Cristina Batista, e o caseiro, identificado apenas como Rogério.

Segundo a viúva , às 13 horas de quinta-feira os três criminosos invadiram o sítio supostamente em busca das armas que o coronel colecionava. O casal não estava em casa: foi rendido ao chegar. O corpo do militar foi deixado de bruços, com o rosto sobre uma almofada. Apresentava, de acordo com a Polícia Civil, sinais de cianose (marcas azul-arroxeadas na pele), indício de sufocamento.

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