A auditoria na Sercomtel determinada pelo Governo do Estado vai pautar uma série de reuniões que acontecem ao longo da próxima semana, em Curitiba, entre diretores da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). Eles discutirão que encaminhamentos devem ser dados em Londrina aos resultados da análise na telefônica determinada já há um ano pelo governador Roberto Requião (PMDB), que se dissera descontente com supostos ''problemas de gestão'' na parceria entre as duas empresas. O Município detém 55% das ações; o Estado, o restante.
De acordo com o superintendente da coordenadoria de Gestão de Ativos em Sociedade da Copel em Curitiba, Sérgio Kramer, ''uma série de ações'' será debatida pela diretoria, a partir dos próximos dias, com o resultado da auditoria em mãos. Kramer não quis adiantar o que pode vir pela frente, mas avisou que ''essa análise vai se desdobrar em algumas iniciativas. Por isso vamos estabelecer essa programação'', resumiu.
A programação a que o superintendente se refere será uma espécie de material de apoio à reunião que acontece ainda este mês entre os acionistas, na sede da Sercomtel. Representantes dos dois parceiros chegaram a se reunir em março de 2005, momento selado pela criação de uma nova diretoria, a de ''expansão de negócios'' entregue ao peemedebista Leonilso Jaqueta.
A auditoria passará não apenas pela Sercomtel Fixa, como também pela Celular e pelas coligadas, com análise desde o ano de 1998, quando a venda dos 45% foi executada na gestão do então prefeito Antonio Belinati (PP) para o então governador Jaime Lerner (PSB). Entre os tópicos da análise, de acordo com Kramer, estão desde aspectos técnicos e administrativos, bem como os relacionados à receita e à cartela de clientes da telefônica nos últimos anos. Parte da análise se ateve aos processos de controle interno da administração. A outra verificou desempenhos como os custos de fornecimento, as receitas, os índices, a lucratividade e os caixas ativo e passivo da empresa.

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