Copel teme que divulgação afete compra de ações
Curitiba - O presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Rubens Ghilardi, disse ontem que a divulgação dos valores da negociação para compra de ações da Sanedo (que detém 30% das ações da Dominó Holdings - sócia minoritária da Sanepar) pode ser prejudicial. Ele não quis dar dados, mas a FOLHA levantou que existe um acordo interno que garante que as propostas devem ser mantidas em sigilo (lei da confiabilidade e da confidencialidade), sob pena de multa e de quebra do acordo de acionistas - que garante que as ações de uma sócia tenham que ser ofertadas primeiramente para os próprios integrantes da holding antes de serem levadas para mercado.
A empresa Brasil Saneamento também estaria interessada nas cotas que estão sendo ofertadas quase que pela metade do previsto. A ação, que custaria R$ 4 cada no mercado, está sendo ofertada a R$ 2,70. O acordo de acionistas prevê que 15% das ações tenham que ser ofertadas, preferenciamente, para a própria Copel. ''Essa situação deixa a Copel numa situação complicada. O conselheiro da Copel (Botto) jamais poderia ter falado sobre negociação antes de uma proposta formal. Além do que, por ser conselheiro, uma intermediação seria imoral, apesar de ser possível legalmente'', avaliou Ghilardi.
A Copel se interessa pelas ações da Sanedo pelo valor ofertado no mercado. A estatal tem ciência de que nada mudará no acordo de acionistas - já que ainda seria minoritária, mesmo que conseguisse comprar os 30% das ações da empresa francesa. (L.P.)





