Copel também cogita manter 45% de ações
Mesmo salientando que a consultoria se detém mais na avaliação das ações do grupo, o diretor de Finanças da Copel, Paulo Trompczynski, admitiu ontem que a análise sobre a Sercomtel considera também como vertente a manutenção do atual panorama acionário.
Esta semana, o governador Roberto Requião (PMDB) sinalizou que a estadualização da telefônica já não é a única solução para que o Estado crie seu sistema público de telefonia. Ele se referiu ao fato de a Copel ter uma rede de fibra ótica que viabiliza esses planos e salientou que a Sercomtel tem dado prejuízo. À FOLHA, o prefeito Nedson Micheleti (PT) também disse acreditar que o Estado não tenha mais interesse na negociação - daí nova tentativa, comentou, de privatização do grupo, com apoio de Requião. Ambos devem se reunir semana que vem.
De acordo com o diretor a Copel, o déficit apresentado no balanço de 2006 da Sercomtel foi assunto de recente reunião do Conselho de Administração da estatal para avaliar o primeiro trimstre de 2007. Nela, representantes dos sócios teriam questionado se o desempenho da empresa não estaria influenciando o da companhia.
''Isso também é estudado na consultoria. Se a Copel não tiver interesse por uma série de razões empresariais ou negociais, continuaremos a ser sócios com 45% das ações, mas tentando melhorar o desempenho da empresa'', declarou. ''As perspectivas de futuro existem, mas as da Sercomtel ainda estão limitadas - e uma empresa de telefonia só seria viável, pelo perfil das grandes, com número grande de clientes. Como empresa regional, ela é boa; mas teria que expandir muito mais''. (J.G.)





