Copel promete R$ 3 mi à Sercomtel na segunda-feira
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
A Copel acatou anteontem, em audiência extraordinária de acionistas, os dois terrenos da Prefeitura de Londrina como aporte financeiro à Sercomtel e se prontificou a repassar R$ 3 milhões já na segunda-feira para garantir o cumprimento das obrigações da telefônica no mês de dezembro.
A empresa municipal solicitou aos acionistas aporte de R$ 30 milhões para garantir novos investimentos. As sócias majoritárias, Prefeitura de Londrina e Copel (com 55% e 45% das ações), se comprometeram a repassar este ano a metade do valor.
Descapitalizada, a prefeitura encontrou na transferência de terrenos em áreas nobres da cidade, a Gleba Palhano e o loteamento Alphaville, a alternativa para repasse de R$ 7,6 milhões. Porém, a incorporação das propriedades ao patrimônio da Sercomtel ainda depende dos registros na Junta Comercial e no cartório de imóveis.
A concessionária de energia elétrica havia se comprometido com a parte que lhe cabe, mas apenas quando chegar o aporte da prefeitura. "Diante da perspectiva e da situação da Sercomtel, nos comprometemos a adiantar R$ 3 milhões e aguardar o trâmite documental para novo aporte", explica Julio Jacob Junior, diretor-presidente da Copel Participações.
O motivo, além de possíveis restrições que possam atrasar o trâmite, também é aguardar a nova avaliação de preços dos terrenos, que será feita por representantes da telefônica e das acionistas.
Com isso, a contrapartida da Copel pode mudar para mais, caso o valor no momento do registro seja mais alto que o avaliado anteriormente, ou para menos, em possível desvalorização dos terrenos.
Ação judicial descartada
Após a audiência dos acionistas, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e o presidente da Sercomtel, Christian Schneider, se reuniram com moradores da Gleba Palhano para justificar a importância da incorporação da área do bairro ao patrimônio da telefônica.
No dia em que a transferência foi aprovada pela Câmara de Vereadores, o Conselho dos Condomínios da Gleba Palhano enviou o advogado Carlos Roberto Scalassara ao Legislativo para tentar convencer os parlamentares a discutirem mais a manobra.
Impedida de ser ouvida, a associação ameaçou entrar com ação judicial para barrar a transferência. De acordo com Scalassara, os moradores buscavam garantir a destinação do terreno para construção de praça ou equipamento urbano.
Schneider afirma que o terreno apenas será usado como garantia na contratação de novos financiamentos e não alienado. "Por isso, nos comprometemos com os moradores a construir uma praça", disse ontem.
O conselho, entretanto, quer um mecanismo jurídico que garanta a promessa. Nova reunião está marcada para o dia 11 e, enquanto isso, a ação judicial está descartada.


