Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) disse ontem que se não tivesse tomado medidas em relação à Companhia Paranaense de Energia (Copel) desde o início de seu governo, a estatal de energia que já foi considerada uma das mais rentáveis do setor quebraria em seis meses. A declaração foi feita com base em um relatório apresentado pelo presidente da Copel, Paulo Pimentel, durante reunião com a base governista no Canal da Música, em Curitiba pela manhã.
Entre as mudanças, Requião determinou a verticalização da empresa, que havia sido dividida em cinco subsidiárias. Pimentel explicou os contratos que a empresa mantém com a termoelétrica UEG, em Araucária, com a empresa argentina Cien e com a Tradener. Ele destacou que estão sendo realizadas reuniões sucessivas com a diretoria dessas empresas para estabelecer novos contratos que não sejam lesivos à Copel. Pimentel disse que a empresa voltará a ter lucros acima de R$ 500 milhões ainda neste ano, se forem resolvidos os problemas.
O governador reuniu ontem os deputados da sua base para apresentar o Diagnóstico Social e Econômico do Paraná, elaborado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), e o novo Plano de Desenvolvimento Urbano (PDU 2003).
Segundo o governador, o objetivo da reunião foi aprofundar o conhecimento dos deputados sobre a realidade do Estado e os planos do governo para os próximos quatro anos. O diagnóstico social e econômico do Paraná foi apresentado pela diretora-presidente do Ipardes, Liana Carleial. Um resumo do documento, de 104 páginas, foi entregue aos deputados. Em seguida, a secretária de Planejamento e Coordenação Geral, Eleonora Fruet, e o secretário de Desenvolvimento Urbano, Renato Adur, apresentaram o novo PDU 2003. Adur disse que a secretaria prestará apoio a obras, programas, criação de renda e de postos de trabalho em todo o Paraná. As ações vão acontecer em parceria com as associações de municípios, prefeituras, universidades e instituições de pesquisa.

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