Curitiba - Deputados estaduais da base do governo e da oposição aprovaram ontem o projeto de lei que autoriza a Copel a ser sócia minoritária em empreendimentos privados Apenas a bancada do PT e alguns deputados da base votaram contra ''Não é saudável fazer associações minoritárias com o setor privado'', disse o deputado Luiz Claudio Romanelli, um dos poucos do PMDB a votar contra a iniciativa
Os parlamentares aprovaram o projeto por 23 votos a 12 Além da bancada petista - que é composta por seis deputados -também registraram voto contrário à iniciativa Rosane Ferreira (PV), Marcelo Rangel (PPS), Teruo Kato (PMDB), Romanelli (PMDB), Waldyr Pugliesi (PMDB) e Jocelito Canto (PTB) A Casa rejeitou a emenda apresentada por Tadeu Veneri (PT) e acatou a de autoria do líder do governo, Caíto Quintana (PMDB)
O petista Péricles de Mello tentou impedir a votação e até convencer o colegas a rejeitar o projeto, mas não conseguiu ''Aprovar é dar início a um processo que poderá significar a privatização da Copel'', alertou Já Veneri ponderou que o texto seria inconstitucional por não prever a autorização da Assembleia para a celebração de novas sociedades com a estatal
O temor, disse Veneri, é que a mudança na lei permita uma participação maior da estatal em empreendimentos nos quais ela não tem qualquer poder de decisão Quintana rebateu as críticas ''O projeto não afronta nenhum dispositivo constitucional porque não dispensa a autorização da Assembleia Quem disse isso precisa estudar Direito Administrativo'', defendeu

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