Copel pode ter novo comando na segunda-feira
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), admitiu em entrevista à imprensa que indicou um novo nome para assumir o posto máximo da Companhia Paranaense de Energia (Copel) no lugar de Rubens Ghilardi. Pessuti sugeriu Ronald Ravedutti que, desde fevereiro de 2005, é diretor de distribuição da Copel. O nome de Ravedutti ainda depende do Conselho de Administração da empresa que deve se reunir na segunda-feira para tratar do tema. Dentro do Conselho de Administração, o governo teria maioria suficiente para confirmar o nome indicado por Pessuti. Se confirmado pelo Conselho de Administração, Ravedutti pode tomar posse como diretor-presidente da Copel já na segunda-feira mesmo.
A saída de Ghilardi já era esperada nos bastidores. No último dia 13, quando Pessuti anunciou novos nomes para sua equipe, o ex-governador Roberto Requião já protestava contra as mudanças que o sucessor supostamente faria na Copel. Ghilardi era considerado um dos homens fortes da gestão Requião (PMDB).
Além da Copel, há outras pendências: Pessuti deve escolher novos comandos para a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar); para o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e para a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA).
A Cohapar está sendo comandada interinamente por Juarez Rosetin, desde a saída de Rafael Greca, que tomou posse na Assembleia Legislativa na terça-feira, na cadeira de Mauro Moraes, cassado por infidelidade partidária.
O Executivo passa por uma série de trocas desde o início do ano, quando pré-candidatos ao pleito de outubro (dependendo do cargo que ocupam e do cargo que pretendem conquistar) são obrigados a se desincompatibilizar das suas funções. A necessidade de atender às regras eleitorais já justificou as saídas de Ênio Verri, Lygia Pupatto, Rasca Rodrigues, Valter Bianchini, Gilberto Martin e Nelson Garcia do comando de secretarias de Estado.
Outros nomes, contudo, estão saindo em função de mudanças promovidas por Pessuti que assumiu o Executivo, no início do mês, com a desincompatibilização de Requião, pré-candidato ao Senado. Pessuti trocou o comando das pastas da Segurança Pública, da Comunicação Social, dos Transportes e da Casa Civil. Outros dois nomes também resolveram pedir demissão: Carlos Marés, da Procuradoria-Geral do Estado, e Luiz Carlos Delazari, da Corregedoria e Ouvidoria Geral.
Marés sai da PGE
O governo anunciou ontem a saída de Carlos Marés da Procuradoria-Geral do Estado. Marco Antônio Berberi será o novo procurador-geral do Estado. Ex-presidente do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem), Berberi afirmou que dará prioridade à solução da dívida contraída pelo Estado em decorrência da venda do Banestado e à negociação do pedágio.
''Temos muito trabalho pela frente e vou me empenhar ao máximo para dar continuidade ao desenvolvido pelo Marés. Vou trabalhar com afinco nas questões como a do Banestado e a dos pedágios, duas lutas antigas do governo do Paraná, que ainda não foram solucionadas'', disse Berberi, à Agência Estadual de Notícias.
Pessuti também anunciou ontem o novo ouvidor-geral do Estado, em substituição a Luiz Carlos Delazari, que deixou o Executivo um dia depois da saída de seu filho Luiz Fernando Delazari da Pasta da Segurança Pública. O ex-presidente da Ceasa, Antônio Comparsi de Mello vai assumir a Secretaria Especial da Corregedoria e Ouvidoria-Geral do Estado.


