Copel pode retomar negociações com Sanedo
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sábado, 29 de dezembro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia de Saneamento do Paraná (Copel) já pode retomar as negociações de compra das ações da Sanedo dentro do grupo Dominó. A decisão, de ontem, é do juiz convocado Eduardo Sarrão, da 5 Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. A pedido da Copel, ele suspendeu os efeitos de uma liminar concedida pela 3 Vara da Fazenda Pública, Falências e Concordatas, na semana passada.
A bancada da oposição na Assembléia Legislativa entrou com uma ação popular com pedido de liminar questionando as negociações entre a Copel e a Sanedo. Em função da liminar da 3 Vara da Fazenda Pública, Falências e Concordatas, a operação de compra das ações havia ficado suspensa até o julgamento do mérito da ação popular. Ontem, porém, a Copel conseguiu, também liminarmente (provisoriamente), reverter a situação.
Um dos advogados da oposição no caso, Gustavo Guedes, enfatizou que o mérito ainda não foi julgado e que vai ''apresentar contra razões'' logo que intimado da decisão de ontem.
A oposição alegava, entre outras coisas, que a Copel estava propondo pelas ações um valor superior em relação à própria oferta feita pela Sanedo. O juiz convocado Eduardo Sarrão entendeu, entretanto, que o fato não significa ainda, necessariamente, lesão ao patrimônio público. ''(...) o fato de a proposta da agravante superar o valor de proposta anterior feita a Sanedo, no montante total de quinhentos e setenta e oito mil euros a mais, não gera a conclusão de que haverá lesão ao patrimônio público, tanto que os autores, em nenhum momento, afirmaram que este valor seja excessivo ou acima do valor correto'', justificou em seu despacho.
A Copel, que hoje possui 15% das ações dentro da Dominó, ficaria com um total de 45% das ações se concluísse a compra da parte da Sanedo no grupo. No mês de junho, a Sanedo ofereceu suas ações a todos os integrantes da Dominó (além da Copel, as empresas Daleth e Andrade Gutierrez) por 42 milhões de euros (o equivalente a R$ 110.140.000,00). Com 45% das ações, a companhia passa a ter poder de veto nas decisões do grupo. Atualmente, a Copel não tem direito a voz, nem a voto.


