O procurador geral do Estado junto ao Tribunal de Contas, Lauri Caetano da Silva, conseguiu adiar para a próxima semana a decisão do TC sobre a legalidade do contrato firmado pela Copel com a empresa Inepar. O novo adiamento provocou protestos dos conselheiros. Esta foi a terceira vez que o assunto entrou em pauta na sessão do TC, mas não foi votado.
Lauri da Silva pediu prazo de três dias para analisar parecer da Diretoria de Assuntos Técnicos e Jurídicos (DATJ) sobre a contratação da Inepar para a construção da sub-estação da Copel no Distrito Industrial de São José dos Pinhais. O TC está analisando denúncia do deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) quanto à falta de licitação no processo. A sub-estação foi uma das exigências feitas pela Renault para instalar sua fábrica no Paraná.
Representando os interesses do governo, Silva alegou ‘‘fidelidade às normas processuais’’ para pedir novo adiamento do julgamento por três dias úteis. A justificativa do procurador irritou o presidente do TC, Artagão de Mattos Leão. ‘‘O procurador alega normas processuais, mas existem processos parados há mais de um ano na procuradoria’’, afirmou.
Entre os processos que o procurador está ‘‘sentado em cima’’ está o que questiona a legalidade do plano de demissão voluntária da Copel, que garantiu aposentadoria para funcionários que já recebiam o benefício.
Apesar do pedido da procuradoria de três dias úteis para a análise do parecer da (DATJ), o que adiaria para a próxima quinta-feira o julgamento do processo, o tribunal decidiu que a matéria será votada na sessão de terça-feira, mesmo sem o parecer de Lauri da Silva.
Se o processo não for julgado na terça-feira, o governo tem maiores chances de manter o contrato entre a Copel e Inepar. O conselheiro João Cândido da Cunha Pereira, relator da matéria, está de viagem marcada na próxima semana para a Argentina, onde participará de um encontro dos TCs do Mercosul. Nestor Baptista entra de férias e viaja para a Europa, onde faz curso de especialização no Tribunal de Contas do Reino Unido. Pereira e Baptista são pela suspensão do contrato e a paralisação das obras da sub-estação.

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