Copel fecha semestre com lucro de R$ 613 mi
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Andréa Bertoldi <br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Copel fechou o primeiro semestre de 2008 com lucro líquido de R$ 613 milhões, 16,9% superior ao mesmo período do ano passado quando a estatal registrou R$ 524,6 milhões de lucro. De acordo com a empresa, o resultado foi apoiado principalmente no aumento de 6,7% no consumo de energia elétrica no Estado, valor superior à média nacional que ficou em 3,5%.
O mercado cativo da Copel, formado por 3,455 milhões ligações em 393 dos 399 municípios paranaenses, cresceu 5,9% entre janeiro e junho. O aumento no lucro líquido já era esperado pelos dirigentes da companhia. No segundo trimestre de 2008, o lucro líquido foi de R$ 357,5 milhões.
O balanço divulgado ontem aponta ainda que a receita operacional líquida da companhia cresceu 8% na comparação com a primeira metade de 2007, totalizando R$ 2,668 bilhões e o lucro operacional avançou 11,6% com R$ 939 milhões. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido no período foi de 8,5%. O Lajida - iniciais de ''lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização'', que mede a capacidade de geração de caixa das empresas - atingiu R$ 1,039 bilhão.
Ao final do primeiro semestre, as ações da Copel tiveram valorização de 21,6% (ações preferenciais) e 8,5% (ordinárias) na Bolsa de São Paulo, 34,3% na Bolsa de Nova York e 23,1% no Latibex da Bolsa de Madri.
De janeiro a junho, a Copel investiu R$ 380 milhões. A maior parte foi destinada ao sistema de distribuição de energia elétrica, atividade que responde pelo atendimento direto aos consumidores, que absorveu R$ 222,3 milhões. Os sistemas de geração e de transmissão de energia receberam R$ 39 milhões e o de telecomunicações, R$ 8,3 milhões. Em consequência da operação de compra de ações da Sanedo no capital da Dominó Holdings, acionista da Sanepar, a área de participações absorveu investimentos de R$ 110 milhões.
O total da dívida consolidada da Copel em 30 de junho chegava a R$ 1,928 bilhão, representando 24,6% de endividamento sobre um patrimônio líquido - na mesma data - de R$ 7,849 bilhões. As dívidas de curto prazo totalizavam R$ 251,4 milhões.


