Técnicos da Copel e da Sercomtel estudam uma parceria para expandir o serviço de telefonia fixa da empresa londrinense para todo Estado, através da rede de fibra óptica da companhia energética presente em 140 municípios. Desde 1998, a Copel detém 45% das ações da Sercomtel.
A parceria foi proposta ao presidente da Sercomtel, João Rezende, no início da semana, pelo novo diretor de Geração e Transmissão de Energia e de Telecomunicações da Copel, Raul Munhoz Neto. Ele assumiu a diretoria no dia 7 de março no lugar de José Ivan Morozowski, que foi destituído do cargo após a reclamação da diretoria da Sercomtel sobre o preço cobrado pela Copel pelo aluguel do uso da rede de fibra óptica.
''Com a vinda do novo diretor Raul, a Copel está discutindo com o corpo técnico a possibilidade da Sercomtel utilizar a rede de fibra óptica da Copel, permitindo a implementação da telefonia em vários municípios. Seria a Sercomtel atuando com menos investimentos fora de Londrina. Como a Copel tem a rede pronta propusemos uma parceria de forma que a curto e médio prazo, a Sercomtel esteja atuando em todo Estado'', explicou o vice-presidente da telefônica, Oscar Bordin, que representa a Copel na empresa. ''Essa parceria permitiria que a Sercomtel saísse com rapidez de Londrina e, com o mínimo de investimento, permitir que realmente possamos atuar com agilidade maior em outras localidades, avançando para Foz do Iguaçu, Cascavel, Curitiba, Maringá, Ponta grossa. Tecnicamente é possível a implementação da rede'', complementou.
Segundo Bordin, ainda não foi avaliada a ''questão comercial'' da parceria proposta. ''Depois temos que fazer a avaliação de quanto vamos gastar para fazer essa ampliação, analisar se temos capacidade de fazer esse investimento. Existe interesse da Copel e vamos estudar se vai haver aumento de capital ou não, ou uma situação diferenciada nos resultados.'' Bordin negou os rumores de que a Copel teria interesse em aumentar o percentual societário na Sercomtel. ''Essa informação não tem fundamento. A definição se a Copel teria interesse ou não (em adquirir mais ações da Sercomtel) não cabe a mim ou aos diretores, cabe aos acionistas. Não podemos fazer análise neste momento porque não sabemos se vai haver a venda, o valor da empresa. Queremos mostrar que o setor público tem plena condição de disputar o mercado'', disse. ''Imagina o que o Estado como cliente não gera no setor de telefonia. Para oferecermos serviços para o setor público, temos que ter eficiência, capacidade técnica e preço. E a Sercomtel tem essas condições.''
Rezende espera que os técnicos da telefônica analisem a proposta da Copel até a próxima semana. ''A expansão dessa rede não compensava anteriormente pela rede da Copel. Teríamos prejuízo devido o custo do aluguel. Temos interesse de trabalhar em projetos de expansão junto com a Copel desde que seja para fazer uma divisão dos resultados e também a remuneração da rede. Uma relação que traga resultados para as duas empresas. Temos que fazer os estudos necessários para fazer essa implantação. São todos projetos incipientes ainda'', afirmou.
O presidente da telefônica descartou o envolvimento de ações nas negociações. ''A Copel estaria sendo contratada como prestadora de serviços. Não tem nada a ver com ações, que é uma discussão dos acionistas. Se o município desejasse fazer a venda, teria que ter autorização da Câmara de Vereadores e perguntar para a Copel se ela quer comprar ações. Essa parceria é de prestação de serviços.''
Atualmente a Sercomtel atua em Londrina, Tamarana, Cambé, Ibiporã, e nos próximos dias, em Arapongas. No Paraná, além da Sercomtel, atuam na telefonia convencional a Brasil Telecom e a GVT.

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