Curitiba - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou na última sexta-feira um ofício para Copel pedindo que a estatal apresente em 60 dias um plano de ação que traga medidas para equilibrar as contas da Copel Distribuição. Ontem, o presidente da companhia paranaense, Lindolfo Zimmer, disse que a empresa já começou a tomar providências em relação a isso desde o ano passado com a implantação de um plano de desligamento incentivado que teve a adesão de 1.047 funcionários.
Ontem, o senador Roberto Requião (PMDB) divulgou na internet que a empresa está endividada e que correria até o risco de perder a concessão da distribuição caso não resolvesse esta questão financeira. O contrato de concessão vence em 2015. Zimmer rebatou a informação e acrescentou que a Copel Distribuição teve que emprestar R$ 900 milhões da Copel Holding em função dos descontos tarifários oferecidos durante a gestão de Requião no governo do Paraná.
No entanto, Zimmer nega que haja "risco de a Copel perder a concessão". Para ele, esta versão apresentada pelo senador "procura manchar a imagem da empresa". Também ontem a Copel divulgou ao mercado o fechamento do primeiro semestre com crescimento no lucro líquido de 28,8%, o que representou R$ 650 milhões contra R$ 504 milhões no mesmo período de 2012. "Não tenho nenhuma preocupação com a saúde da empresa", disse Zimmer.
Ele destacou que o primeiro trimestre do ano foi afetado pela compra de energia das termelétricas, mais cara que das hidrelétricas, em função da falta de chuvas. Segundo Zimmer, a Copel só teve esta compensação com o reajuste tarifário de 14,6% autorizado pela Aneel a partir de 24 de junho. No entanto, a decisão do governador Beto Richa (PSDB) foi aplicar apenas 9,55%, depois da onda de protestos populares que se alastraram pelo País. O restante do aumento pode vir ainda em 2013.
Segundo Zimmer, o plano solicitado pela Aneel já está pronto e focado nos gastos com pessoal, em aumento da produtividade dos funcionários e controle de horas extras. Ele disse ainda que as vagas dos trabalhadores que aderiram ao plano de desligamento não serão repostas. A Aneel informou apenas que o ofício enviado à Copel reflete uma "rotina cautelar" e não representa posição final da agência em relação ao assunto, o que caberia à diretoria colegiada da Aneel.

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