Copel e a UEG Araucária
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de abril de 2003
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os deputados da CPI da Copel decidiram ontem convocar o superintendente da Usina Elétrica de Gás (UEG) de Araucária, Edilson Novack, para explicar o contrato de compra de energia feito com a Companhia Paranaense de Energia (Copel). De acordo com o presidente da CPI, Marcos Isfer (PPS), as cobranças exigidas em contrato e as obrigações que a Copel tinha por deter 20% das ações da UEG eram absurdas. Também são sócios da UEG a norte-americana El Paso (60% das ações) e a Petrobras (20%). ''Por que só a Copel era obrigada a pagar as contas? Temos que descobrir'', questionou ele.
Pelo contrato questionado pela atual administração, a Copel era obrigada a pagar uma tarifa básica de energia de US$ 40,00 por megawatt/hora, mesmo que não consumisse. Desde janeiro deste ano, a Copel teria deixado de pagar os valores exigidos no contrato que somam até agora R$ 69 milhões, conforme afirmou o presidente da Copel, ex-governador Paulo Pimentel. Ele reuniu a imprensa, na última quarta-feira, para comunicar que pretende anular na Justiça o contrato entre a Copel e a UEG Araucária, cujo valor anual é de R$ 450 milhões.
A Copel alega que não precisa da energia gerada pela UEG. Se fosse revendê-la no Mercado Atacadista de Energia (MAE) teria, no curto prazo, um retorno de apenas R$ 4,00 por megawatt/hora. Também foi convocado para depor o técnico da Copel, Ricardo José Dória. A reunião da CPI que irá discutir o contrato será na próxima terça-feira, às 8h30, salvo mudança de última hora.


