Copel apresenta proposta pela Sercomtel em 15 dias
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segunda-feira, 02 de abril de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Praticamente esquecido desde o período eleitoral, o debate em torno de uma possível estadualização da Sercomtel voltou à tona e já deve trazer, nos próximos 15 dias, um plano de troca de comando acionário na telefônica. Esse é o prazo estabelecido pela Prefeitura de Londrina e pela Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) respectivamente acionistas com 55% e 45% do grupo, desde 1998 para divulgação de um estudo de viabilidade técnica, jurídica e comercial que embasará a proposta do Estado de comprar ações ou efetuar aporte de capital na empresa.
O estudo foi solicitado pela Copel na última sexta-feira um dia após o encontro entre o governador Roberto Requião (PMDB) e o prefeito Nedson Micheleti (PT), em Curitiba. Ontem, a retomada das discussões sobre o futuro da Sercomtel foi referendada pelo próprio prefeito, que delegou a tarefa de conduzir as conversas entre as partes ao novo diretor de Planejamento da telefônica, Francisco Moreno, até então presidente da Companhia Municipal de Trânsitoe Urbanização (CMTU). Moreno será confirmado no posto amanhã à tarde, após as reuniões de conselhos das respectivas empresas.
De acordo com o diretor de Planejamento funcionário de carreira da Sercomtel há 21 anos , nos próximos dias será dado encaminhamento ao trabalho técnico, jurídico e comercial que integra um planejamento estratégico a ser apresentado pela Copel ao Município. Minha atribuição será justamente traçar essa perspectiva de quais negócios podem ser feitos com o Estado, e de como pode avançar a parceria, disse.
Conforme Moreno, o caminho para a estadualização seja pelo controle acionário, ou pela compra das ações está aberto. E, acredito, é irreversível em 2007, sinalizou, para concluir: Queremos nos aprofundar nas perspectivas da estadualização, ver quais vantagens a Sercomtel tiraria disso. Paralelamente, é fazer um trabalho de cisão da Celular dentro da Fixa, estamos encaminhando esse pedido de regulamentação à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pois, se der certo essa passagem para o Governo, seria da empresa toda.
Para o vice-presidente da Sercomtel e um dos três diretores indicados pela Copel, contra cinco da Prefeitura , Oscar Bordin, a palavra de ordem é integração pelo crescimento da empressa em âmbito estadual. A que isso poderia equivaler, nas negociações com o Município? Em um escopo básico, seria a expansão dos serviços de fibra ótica e telefonia. No campo jurídico, há uma série de possibilidades: entre as quais, fazer aporte de capital que garanta à Copel um maior controle acionário, ou compra de ações. Mas ainda estamos levantando questões regulatórias e de mercado, definiu.
Questionado sobre a intenção de controle acionário apenas na Fixa como defendera Requião; Nedson quer no grupo todo , Bordin adiantou: Provavelmente se o Estado adquirir, vai adquirir a empresa toda. Mas só o estudo, daqui a 15 dias, é que vai nos responder isso. A possibilidade de trabalho existe e é grande.


