Curitiba – O lucro líquido acumulado pela Copel nos nove primeiros meses de 2008 atingiu a cifra de R$ 899 milhões, o que significa crescimento de 13,2% sobre os resultados alcançados no mesmo período do ano passado, de R$ 794,4 milhões. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido da empresa foi de 12,7% e sua capacidade de geração de caixa – medida pelos lucros antes de impactados por juros, impostos, depreciação e amortização – chegou a R$ 1,477
bilhão.
  O resultado está diretamente ligado ao crescimento do consumo de energia elétrica no Paraná, que registrou expansão de 6,6% de janeiro a setembro deste ano comparado com o mesmo período de 2007. Refletindo o crescimento do consumo, a receita operacional líquida da Copel aumentou 6% em relação ao ano passado, atingindo R$ 4,056 bilhões. A receita operacional líquida é o resultado apurado pela empresa principalmente com a venda e distribuição de eletricidade, deduzidos os impostos, encargos e tributos.
  Para o presidente da concessionária, Rubens Ghilardi, o bom desempenho da Copel está diretamente vinculado ‘‘ao bom momento’’ de toda a economia do Paraná. ‘‘Até o final do mês de setembro, o ano de 2008 vinha sendo marcado por intenso crescimento em todos os setores, verdade confirmada pela freqüente divulgação de indicadores positivos como a geração de novos empregos formais, a intensificação das atividades industriais, boas safras e o aquecimento das vendas no comércio’’, interpreta o executivo. ‘‘Em razão disso e, também, do aumento de renda da população e abundante disponibilidade de crédito, houve significativo acréscimo no consumo de energia elétrica.’’
  Durante os primeiros nove meses de 2008, a Copel contabilizava investimentos de R$ 537,8 milhões no reforço, ampliação e modernização do sistema elétrico paranaense e, também, na expansão do seu sistema de telecomunicações. A maior parte dos recursos foi destinada à atividade de distribuição, onde foram investidos R$ 350,9 milhões. Em geração e transmissão, os investimentos foram de R$ 63,3 milhões e em telecomunicações, de R$ 13,6 milhões. No setor de participações, o investimento de R$ 110 milhões refere-se à aquisição no mês de janeiro de 30% do capital da Dominó Holdings.
  Ao final de setembro, o endividamento da Copel totalizava R$ 1,939 bilhão, o equivalente a 24,3% do seu patrimônio líquido de R$ 7,977 bilhões – um dos menores percentuais do setor elétrico brasileiro.

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