Uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais da Polícia Civil (Cope), de Curitiba, está em Jardim Alegre (130 km ao sul de Apucarana) desde a sexta-feira, investigando o assassinato do vereador José Antônio Dutra (PSDB), de 61 anos, ocorrido no dia 9. A equipe foi designada pelo secretário de Segurança Pública do Estado, José Tavares.
O vereador, que era conhecido como ‘‘Cabeção’’, foi executado com nove tiros (de pistolas 380 e 9mm), quando chegava em sua casa. Segundo testemunhas, o crime foi cometido por dois homens que estavam em uma Parati verde metálica. A suspeita da polícia é que ele tenha sido executado por pistoleiros de aluguel. Ele já havia sido vítima de um atentado em janeiro deste ano, quando levou sete tiros.
O delegado Gabriel Marcelo Botelho Junqueira Filho, de Ivaiporã, que preside o inquérito sobre o assassinato, preferiu não dar informações sobre o trabalho do Cope. Ele alegou que tudo está correndo sob sigilo para não prejudicar as investigações.
Junqueiro Filho revelou apenas que foi apreendida uma pistola 380. ‘‘Os projéteis extraídos do corpo da vítima serão submetidos a exame de balística, para posterior confronto com a arma apreendida’’, informou.
O delegado revelou ainda que Carlos Antônio Pedro da Silva, o ‘‘Tonhão Gaúcho’’, que havia sido preso em flagrante, no mesmo dia em que o vereador foi morto, foi colocado em liberdade no final de semana. A Justiça considerou frágeis as provas apresentadas contra ele. Tonhão Gaúcho havia sido autuado em flagrante porque uma testemunha declarou tê-lo visto conversando com dois homens em uma Parati verde metálico. Ele estava preso na cadeia de Ivaiporã.
O irmão de Tonhão Gaúcho, Claudinei Pedro da Silva, continua preso em Ivaiporã, mas por causa do atentado ocorrido em janeiro. Ele confessou ter sido um dos autores dos disparos contra Cabeção. Mas, na época, negou que a tentativa de homicídio tivesse motivação política e que outro vereador, Benedito de Jesus Batistet (PDT), o ‘‘Nenezão’’, tivesse sido o mandante do crime. Tonhão Gaúcho também chegou a ser preso por causa do atentado, mas conseguiu sair por força de um recurso junto ao Tribunal de Justiça.

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