Copa ameaça
votação da reforma
da Previdência
O governo federal começa, na próxima semana, uma corrida contra o tempo no Congresso. Os líderes dos partidos aliados tentam viabilizar a votação da reforma da previdência em segundo turno até o dia 10, quando o Brasil estréia na Copa do Mundo da França. As tradicionais festas juninas também devem provocar o esvaziamento do Congresso. As festas têm forte apelo eleitoral sobretudo no Nordeste.
Para votar o segundo turno da reforma da Previdência, de acordo com os líderes aliados, é preciso reunir em plenário ao menos 400 deputados, já que são necessários um mínimo de 308 votos favoráveis para aprovar a proposta. ‘‘Nós vamos avançar o que for possível’’, afirmou o relator da emenda da previdência, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP). Outro problema que será enfrentado pelos governistas é a necessidade de aprovação de um lote de Medidas Provisórias (MPs), referentes a assuntos de previdência, ainda não convertidas em lei. Depois de três anos de discussões e muito acordo, a reforma previdenciária corre o risco de ficar para o ano que vem.
Na quinta-feira, o presidente FHC recebeu os líderes dos partidos aliados no Palácio do Planalto para reiterar a importância de apressar o segundo turno da reforma. Para garantir os prazos regimentais, a Câmara abriu o painel eletrônico ontem e fará o mesmo nesta segunda. O ministro da Previdência, Waldeck Ornelas, também entrou no corpo a corpo e já está mapeando as MPs que merecerão urgência no plenário.
Preocupado em aumentar o volume de dinheiro para o setor, o ministro da Saúde, José Serra, foi ao Congresso na semana passada pressionar pela busca de soluções até junho. (AE)

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