Os coordenadores das Regiões Metropolitanas de Londrina e Maringá ao mesmo tempo que temem a falta de continuidade nos trabalhos nas duas coordenadorias, acreditam também que o governador eleito vai fazer apenas uma mudança de nome, sem alterar a essência das atividades. ''Eu não conheço em profundidade a proposta do governador eleito, mas o que posso perceber é que uma coisa não inviabiliza a outra'', afirma a coordenadora da Região Metropolitana de Londrina, Elza Correia.
Ela se mostrou decepcionada com a declaração do governador eleito de que as regiões metropolitanas não funcionam. ''Posso garantir que tudo foi construído com muita responsabilidade, que este é o momento de colhermos os frutos, mas temo que haja descontinuidade desse trabalho.''
Uma das principais realizações à frente da RML, segundo ela, foi a ''mudança de paradigmas'' dos prefeitos, que ''deixaram de pensar em suas cidades de forma isolada e passaram a pensar nos interesses regionais''. Entre as conquistas, ela cita a liberação pelo governo federal de R$ 14 milhões para a área de segurança na região e a melhoria dos itinerários do transporte metropolitano. Entre os trabalhos previstos cita a integração do transporte metropolitano em quatro cidades da região, que pode acontecer ainda este ano, e estudos sobre o plano diretor metropolitano, a criação do trem pé-vermelho e projeto Arco Norte, para melhorar as condições de transportes nas cidades.
O coordenador da Região Metropolitana de Maringá (Noroeste), Renato Cardoso Machado, acredita que o governador eleito ''poderá até adotar outra denominação'', mas não acabar com as regiões metropolitanas já existentes. ''Essas regiões têm uma característica diferenciada porque foram criadas em torno de polos urbanos já existentes'', afirma. Lembra também que as Regiões Metropolitanas de Londrina e Maringá foram criadas por lei aprovada na Assembleia Legislativa e que, para acabar com o projeto, haveria necessidade de revogação da lei.
Machado discorda da declaração do governador eleito de que as regiões metropolitanas não funcionam. Ele cita que a coordenadoria da RMM tem atuado no sentido de resolver problemas de infraestrutura nos municípios, nas questões de saúde, na implantação da tarifa local para as ligações telefônicas entre as cidades da região e no incentivo à industrialização das pequenas cidades.
Ele reconhece, entretanto, que houve um ''inchaço'' na Região Metropolitana de Maringá, que foi constituída com sete municípios, passou para 13 e hoje tem 25. ''Há uma diferença conceitual muito grande porque as regiões metropolitanas foram criadas em torno de cidades polos já existentes e hoje temos cidades a mais de 60 quilômetros de distância.''
A Região Metropolitana de Londrina, embora tenha apenas 11 municípios, tem alguns que ficam entre 50 a 60 quilômetros de distância. (E.A.)

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