Coordenadora da Mulher ameaça renunciar
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quinta-feira, 25 de dezembro de 1997
Lucília Okamura Londrina 
Arquivo FolhaCleide: perda de espaçoAcho que se a situação permanecer assim, é desnecessária a presença de uma secretária municipal. A afirmação é da coordenadora especial da Mulher, Cleide Camargo, que ameaça deixar o cargo por estar decepcionada com os projetos sobre a reforma administrativa aprovados anteontem pela Câmara de Vereadores. Entres as propostas contidas no projeto está a transformação da Coordenadoria Especial da Mulher (CEM) em secretaria e, consequentemente, limita a sua atuação ao atendimento de mulheres vítimas de violência.
Segundo Cleide Camargo, a transformação da CEM não irá reduzir os gastos, que é o objetivo da reforma administrativa. Com o mesmo número de funcionários, a CEM conseguiu, neste ano, ampliar o atendimento. A sua transformação em secretaria significa a perda de um espaço que conquistamos com muito esforço, ressalta.
Hoje a coordenadoria conta com 30 funcionários que, além de atender as mulheres vítimas de violência, realizam um trabalho preventivo. Cleide Camargo ressalta que se o atendimento se restringir apenas às vítimas de violência, não é necessário haver uma secretaria. Uma diretoria da secretaria da ação social resolve, observa. A coordenadora ventila a possibilidade de deixar o cargo, mas afirma que antes é preciso conversar com o prefeito Antonio Belinati. Ele pode vetar ou não o projeto, ressalta.
A aprovação dos projetos pelos vereadores aconteceu depois de muita polêmica. Além da transformação da CEM, os projetos prevêem a extinção da Autarquia Municipal do Esporte e Turismo (Ametur), fusão das secretarias de Planejamento e Fazenda e a volta da jornada de sete horas de trabalho para servidores municipais.


