Mais de mil profissionais da área de segurança pública em Londrina - polícias Federal, Civil e Militar, mais a Guarda Municipal - atuarão no pleito de amanhã a fim de garantir que o processo transcorra dentro da normalidade. De acordo com o juiz coordenador do pleito na cidade, Jamil Riechi Filho, o objetivo é que ações como tentativas de cooptação de eleitores sejam evitadas - ainda que, afirmou ontem em entrevista à FOLHA, ''a expectativa para essa eleição é mais tranquila possível''.
Responsável pela 157 Zona Eleitoral, o magistrado explicou que qualquer tentativa de convencimento do eleitor no dia da votação, seja por meio de boca de urna ou mesmo de oferecimento de vantagem, resultará no encaminhamento do responsável ao Ginásio de Esportes Moringão, por policiais federais. De lá, os detidos serão encaminhados à sede da PF para formalização de um termo circunstanciado ou de um auto de prisão em flagrante.
''Creio que tudo será tranquilo na cidade, no dia do pleito, pois o londrinense já tem a maturidade de saber e aceitar que a eleição é uma prática usual e nada extraordinária, a cada dois anos. Isso tem que se tornar, cada vez mais, um processo integrado à sociedade'', definiu.
Em relação às práticas que não serão aceitas pela Justiça Eleitoral, amanhã, Riechi Filho foi enfático: ''Domingo é dia de deixar o eleitor votar em quem ele refletiu que votaria, não pode ter nenhum tipo de assédio de última hora. Esperamos que não haja boca de urna, oferecimento de vantagens ou compra de votos, transporte de eleitores, distribuição de santinhos nem cabos eleitorais; já o eleitor que quiser se manifestar, que o faça de forma individual e silenciosa'', afirmou.
O coordenador do pleito ainda fez um apelo àqueles que receberem as ainda usuais ofertas de vantagens em troca do voto. ''Esse tipo de excesso no dia da eleição tem efeito inverso para quem pratica, pois o eleitor tem que saber que não poderá confiar em quem comete crime eleitoral justamente no dia do pleito'', advertiu, para complementar: ''Além disso, quem participa, aceitando a vantagem em troca do voto no candidato, não pode depois reclamar que 'político é corrupto', pois se está também sendo parte em um processo de de corrupção''.

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