O coordenador da Incubadora de Projetos da Secretaria de Cultura, André Galvão, contestou ontem as afirmações do presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura supostas irregularidades na Lei de Incentivo à Cultura, Rubens Canizares (PHS). Após o depoimento do proponente do projeto ''Dados pessoais, nada mais'', Ronilson Silva, Canizares afirmou que ''a Secretaria de Cultura não tomou nenhuma providência quando ele (Silva) não fez sua prestação de contas''.
''O prazo para prestação de contas (do projeto de Silva) foi janeiro e a gente fez várias tentativas (para a devolução) por telefone. Em fevereiro foi enviado ofício e, a partir de então, várias correspondências foram enviadas. Ele compareceu à secretaria e temos toda documentação que foi enviada para ele'', afirmou Galvão. ''Além destas, foram várias tentativas extras. Eu mesmo liguei para ele (Silva) antes da instauração da CEI. O índice de problemas formais é muito pequeno, é coisa normal porque é um processo humano'', complementou. Segundo Galvão, o processo que pede a devolução dos R$ 4,2 mil destinados ao projeto cultural já está na auditoria do município.
''Se a secretaria tiver esses ofícios, ou o Ronilson não foi notificado ou mentiu para a CEI. Ele apresentou à comissão apenas um ofício e afirmou que quem sugeriu para entrar com o ofício foi uma funcionária da secretaria de Cultura por causa das investigações da Câmara. Ele falou que nunca foi oficiado, falou que ia lá conversava e que ninguém fez nada. Na administração pública as conversas tem que ser oficiais'', reafirmou Canizares, dizendo que vai pedir cópias destes documentos.

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